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Pedro Viana Filho

Soneto da Cordialidade

Ser qual ribeiro a deslizar sereno
Num denso leito, em superfície fria,
Que ao receber da brisa um beijo ameno,
Envia à terra a doce melodia.

Ser como a rosa de perfil pequeno,
Florindo, em cheio, a verde ramaria,
Que, no soprar do vento, num oceano,
Leva seu cheiro até a serrania.

Ter um viver modesto, sem vaidade
Como um simples regato ou flor singela,
É ser fraterno, é ter felicidade.

É despir-se de toda a falsidade,
É praticar a comunhão mais bela,
Vivendo a pura e sã cordialidade!

 

  

 

 

 

 

 

 

 

O Primeiro Beijo

Flores Nos Portais

O Bom Trovador

Soneto da Cordialidade!

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A Musa da Janela

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O Fantasma do Camarin

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