
Pedro Viana Filho
A Hora da Colheita
S.Marcos, 4:26 à 29
Um semeador seu labutar termina
E, pondo-se a dormir seu ser transmuda.
E a semente, rompendo o chão germina
Sob o poder da celical ajuda.
Prossegue a obra sob a mão divina:
Entre as folhas a espiga assaz polpuda
Abriga cada grão que se confina
Nesse seio que todo o chão saúda.
E o lavrador voltando à nova lida
Louva a Deus pela graça concedida,
Ao ver, feliz, a espiga, assim granada!
Olha o campo e proclama alegremente:
Vamos meu povo! Avnte, minha gente!
Mãos à obra! A colheita já é chegada!!!
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