
Ivanildo Martins Gonçalves
Impulsos do amor
XXIII Coletânea de Contos e Poesias - 2008
Sinto o vento que desce da montanha
De braços dados com a minha saudade,
Abraçar-me com uma força tamanha
Chegando nos confins da crueldade.
Todos os lugares por onde ando
São povoados pela sua ausência.
E as pedras frias, que ficam me olhando,
Sorriem dessa minha inocência.
Ouço gritos longos, silenciosos
Espalhando-se pelo infinito
De instantes curtos e tenebrosos,
Do coração que se debate aflito
Nos impulsos fortes e corajosos
Desse amor que é tão puro e tão bonito!
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